“Os Aromas e os Sabores da Vida” vivenciados na prática no 1º ano Matutino
Ver, ouvir, tocar, cheirar, provar... São muitas as formas de sentir o que acontece ao nosso redor. A visão, audição, tato, olfato e paladar são nossos sentidos e para compreender melhor os alunos do 1º ano Matutino desenvolveram uma atividade muito saborosa.
Os alunos iniciaram lendo o poema “Ilustres Desconhecidas”, de Elias José, que fala sobre frutas desconhecidas na região do sul, sendo encontradas em sucos ou quando são da época. Geralmente são frutas encontradas na região norte e nordeste do Brasil.
Brincaram com o jogo da memória e aprenderam sobre o paladar diferenciando gostos e identificando o que está sendo degustado. Os alunos aprenderam que o paladar é um dos cinco sentidos dos animais. É uma capacidade que nos permite reconhecer os gostos de substâncias colocadas sobre a língua. O sabor não tem só relação com o gosto, mas também com o aroma do que se tem na boca. É por isso que, quando estamos resfriados, a comida nos parece sem sabor, embora o seu paladar continue presente.
De olhos vendados os alunos experimentam alimentos: amargo, azedo, ácido, salgado e doce e devem identificar o sabor degustado e após nomearam os alimentos degustados. Para compreenderem melhor, prepararam uma salada de frutas (maçã, morango, pêssego e abacaxi), trazidas de casa por eles mesmos. Assim, foi possível sentir o sabor de cada fruta em separado e também de todas elas juntas, podendo diferenciar se era doce ou azeda e qual delas era mais saborosa. Durante toda a atividade os alunos pensaram e analisaram qual órgão usaram para sentir o sabor das frutas e também de toda a salada de frutas. Finalizando, em uma folha escreveram de que forma preparam a salada de fruta (receita).
Uma aula descontraída e marcante para os alunos que de maneira saborosa desenvolveram a leitura, a escrita e a compreensão do que é o paladar. Vem mais atividades dos sentidos por aí!
Saiba Mais!
Elias José (Guaranésia, Minas Gerais – 25 de agosto de 1936 – Santos, São Paulo – 2 de agosto de 2008) foi um escritor e professor brasileiro, nascido em Santa Cruz da Prata, distrito do município de Guaranésia, Minas Gerais.
Elias José, romancista e poeta, especialista em literatura infanto-juvenil, estreou na literatura com a obra Mal Amada em 1970, apoiado pelo jornalista e escritor Murilo Rubião. Mas foi com seu livro Contos, publicado pela Imprensa Oficial, que ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (CBL) como Melhor Livro de Contos de 1974 e o prêmio Governador do Distrito Federal como Melhor Livro de Ficção de 1974.
O estilo de escrita de Elias José é marcado pelo realismo mágico, justapondo fantasias oníricas ao absurdo do cotidiano.
Elias José era professor aposentado de Literatura Brasileira e de Teoria da Literatura, vice-diretor, diretor e coordenador do Departamento de Letras na Faculdade de Filosofia de Guaxupé, (FAFIG), e teve muitos de seus contos e poemas traduzidos e publicados em vários países como México, Argentina, Estados Unidos, Itália, Polônia, Nicarágua e Canadá, através de revistas literárias e antologias de autores brasileiros. Durante sua vida, também ministrou cursos, oficinas e palestras, participando de vários congressos de educação, lingüística e literatura.
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